sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Início POLÍCIA Donos ricos do Vitória seguem impunes após dois anos do assassinato do...

Donos ricos do Vitória seguem impunes após dois anos do assassinato do sargento Lucas Ramon

Manaus – No dia 01 de setembro, completaram dois anos da morte do sargento Lucas Ramon Guimarães, 29 anos, morto a tiros em uma lanchonete no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus.

Os apontados como mandantes do crime, o casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, donos da rede Vitória Supermercados, seguem em liberdade e impunes, após deixarem a prisão em 2022, depois de conseguirem uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até o momento, nenhum envolvido no caso foi condenado.

Revoltados com a situação, familiares e amigos de Lucas Ramon temem que o caso seja arquivado e esquecido pela Justiça do Amazonas. Ao pedirem justiça pelo caso, eles alegam que devido a vida boa financeiramente dos suspeitos o crime segue sem resposta.

Segundo as investigações, Joabson Agostinho descobriu que sua esposa, Jordana, mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e estaria desviando dinheiro da empresa para ele. O dono da rede de supermercados, então, começou a fazer ameaças contra Lucas Ramon e a agredir a esposa, de acordo com a polícia.

O sargento teria devolvido R$ 200 mil reais a Joabson por meio de um funcionário da rede, que pegou a encomenda com Lucas no Batalhão do Exército. A delegada adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Mirna Miranda, afirmou que há fotos do encontro dos dois, realizadas a pedido de Jordana Azevedo.

A delegada afirma que Jordana sabia que o sargento seria morto e mesmo assim ficou calada, se tornando cúmplice do crime. Os dois suspeitos continuaram casados após todo o desenrolar da morte de Lucas Ramon.

Outras pessoas foram presas, como Silas Ferreira da Silva, o executor de Lucas Ramon; Romário Vinente Bentes, gerente de uma das lojas que teria feito o contato com o pistoleiro a mando de Joabson; Kamylla Tavares da Silva, que teria ajudado Romário a entrar em contato com Silas; e Kayandra Pereira de Castro, que também teria ajudado o gerente a entrar em contato com o assassino.

Uma última envolvida, Kayanne Castro Pinheiro, também teria auxiliado no contato com o pistoleiro e continua foragida. O processo segue em andamento nas instâncias da Justiça do Amazonas.