terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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Gleisi critica ONG que produziu relatório sobre corrupção no Brasil

Presidente eleito, Lula da Silva (PT-SP) e a dep. Gleisi Hoffmann, durante centrevista coletiva na sede do governo de transição, no CCBB | Sérgio Lima/Poder360 02.dez.2022

Brasil – A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou, nesta terça-feira, 30, a ONG “Transparência Brasil”, que divulgou um relatório que informa que o Brasil perdeu 2 pontos no Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2023. O documento divulgado hoje mostra que o país caiu dez posições no ranking global, ficando em 104° lugar entre os 180 países listados.

“[A] ONG Transparência Internacional tem longa trajetória de desinformação sobre os governos do PT, mas, no relatório anual divulgado ontem, passaram dos limites”, escreveu a petista no X/Twitter.

Em análise publicada no site Transparência Internacional, a ONG diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “avançaram em processos que visam a aumentar a legitimidade e independência do Poder Judiciário através da nomeação de pessoas de confiança”.

A organização classificou como “preocupante” e “polêmica” a nomeação do ex-advogado de Lula, Cristiano Zanin, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Acusar de retrocesso a indicação dos ministros Cristiano Zanin e Flavio Dino ao STF, além da escolha de Paulo Gonet para a PGR, revela apenas a má vontade e a oposição política da ONG a Lula e ao PT”, continuou Gleisi.

A petista pediu explicações à ONG sobre quem os “financia” e sobre os “negócios” com que eles teriam se envolvido com o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato, e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, ex-procurador da mesma operação.

“Poucos saíram tão desmoralizados das investigações sobre os crimes da Lava Jato quanto a tal Transparência Internacional, que de transparente só tem o nome”, destacou Gleisi.
Uso de emendas de relator no governo Lula e falhas no Judiciário também pesaram no índice de corrupção

Novamente citando Bolsonaro, o relatório menciona as emendas de relator, dotações orçamentárias chamadas de “Orçamento secreto” pela imprensa e criticadas por Lula, mas que continuaram a ser usadas no governo petista.

“A decisão do STF que decretou a inconstitucionalidade da distribuição secreta, desigual e discricionária do Orçamento público por meio do mecanismo do ‘Orçamento secreto’ não impediu o Congresso e o governo Lula de encontrarem rapidamente um arranjo que preservasse o mecanismo espúrio de barganha, que manteve vivos velhos vícios aperfeiçoados durante a gestão Bolsonaro”, diz o relatório.

Além do “desmonte” promovido por Bolsonaro e das falhas do atual governo, o relatório atribui parte da responsabilidade ao Poder Judiciário: “Internamente, o Judiciário também precisa superar desafios, como conflitos de interesse até em suas mais altas esferas e a falta de mecanismos contra a influência do lobby advocatício que trabalha pela anulação de multas de acordos de leniência de empresas notoriamente condenadas por suas práticas de corrupção.”

Fonte: Revista Oeste