Parlamentares pedem abertura de CPI contra aplicativos LGBT após morte de rapaz

Após uma série de assaltos contra vítimas homossexuais que marcaram encontros por aplicativos, culminando no assassinato de Leonardo Rodrigues Nunes no bairro do Sacomã, São Paulo, em 12 de junho, parlamentares protocolaram uma representação conjunta no Ministério Público Federal (MPF). A deputada federal Sâmia Bomfim, a deputada estadual Monica Seixas e a vereadora Luana Alves, todas do PSOL-SP, solicitaram um inquérito contra os aplicativos Grindr, Hornet, Tinder, Bumble e Par Perfeito, alegando possível negligência em normas de segurança.

As parlamentares também enviaram um ofício ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, sob comando de Silvio Almeida, buscando esclarecimentos sobre as ações do governo federal relacionadas ao caso de Leonardo e outras denúncias semelhantes. Sâmia Bomfim destacou a vulnerabilidade da população LGBTQIA+ e a necessidade de maior segurança nos aplicativos.

A advogada Letícia Chagas, integrante do mandato coletivo “Movimento Pretas” de Monica Seixas, elaborou a denúncia. Ela ressaltou a responsabilidade dos aplicativos em fornecer segurança efetiva para evitar crimes contra usuários.