terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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Oposição diz que “STF” da Venezuela validar fraude eleitoral de Nicolás Maduro

Após Nicolás Maduro solicitar que a Suprema Corte confirme sua vitória, o tribunal venezuelano pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) as atas de votação da eleição presidencial. A oposição afirma que essa análise não é competência da Corte e vê isso como mais uma tentativa de Maduro legitimar a fraude, já que o tribunal é alinhado ao regime chavista.

A Sala Eleitoral do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) pediu as “atas de votação das mesas eleitorais em nível nacional” e a “ata de totalização definitiva” no mesmo dia em que o CNE reafirmou a vitória de Maduro.

O CNE afirma que Maduro obteve 52% dos votos, contra 43% de Edmundo González Urrutia. No entanto, ignora os pedidos internacionais por dados que comprovem esses resultados. A oposição, com base em contagem paralela, diz que Urrutia venceu com 67% dos votos contra 30% de Maduro.

Nesta sexta (5), a corte convocou os dez candidatos à Presidência, incluindo Urrutia, para uma auditoria eleitoral solicitada por Maduro. Caryslia Rodríguez, presidente do TSJ, afirmou que “admite-se, assume-se e inicia-se o processo de investigação e verificação para certificar os resultados do processo eleitoral”.

Maduro alega que a Suprema Corte é a única entidade com autoridade para investigar os resultados apresentados pelo CNE. Dias após a eleição, ele sustenta que seu partido possui todas as atas eleitorais e prometeu apresentá-las.

“Me submeti à Justiça e peço que a Justiça encontre a verdade para que a paz seja estabelecida no país”, afirmou.

Maduro também defendeu a prisão dos líderes da oposição, María Corina Machado e González Urrutia. María disse ao The Wall Street Journal que está escondida para evitar sua detenção.

O Centro Carter, órgão de monitoramento internacional, acompanhou as eleições venezuelanas e concluiu que o pleito não pode ser considerado democrático, pois “não atendeu aos padrões internacionais de integridade” e demonstrou “claro viés” em favor do regime chavista.