
Brasil – A jornada de Flávio Bolsonaro rumo à Presidência encontrou seu primeiro grande obstáculo: o Nordeste. Nos três maiores colégios eleitorais da região, candidatos de centro-direita estão hesitantes e recuando de apoiar publicamente o filho de Jair Bolsonaro.
O medo é claro: que “um apoio a Flávio seja usado pela esquerda, que acumula vitórias nos últimos pleitos, como munição para aumentar a rejeição” de suas próprias campanhas.
A jornada frustrada de Flávio Bolsonaro no Nordeste
No Ceará, a situação é a mesma. O PL chegou a sondar um apoio ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB), mas a resposta foi um ponto de interrogação.
Na última semana, o próprio tucano “questionou por que apoiaria Flávio”. Seus aliados acreditam que um apoio a outro nome, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), seria “menos prejudicial à imagem de Ciro”.
Na Bahia, a conversa com o favorito ACM Neto (União Brasil) aconteceu, mas a disposição esfriou. Dirigentes do partido agora “questionam se um apoio explícito ao filho de Jair Bolsonaro pode ser mais prejudicial do que favorável à imagem de ACM Neto”.
O cenário se repete. Em Pernambuco, os favoritos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) buscam apoio de Lula, sem espaço para Flávio. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) terá o respaldo de Lula.
No Maranhão, o favorito Eduardo Braide (PSD) negocia apoio da esquerda. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) ainda não decidiu se será candidato. Na Paraíba, o favorito Cícero Lucena (MDB) já declarou buscar o apoio de Lula.
Apenas em Sergipe há uma brecha, com a possível candidatura de Valmir Francisquinho (PL), e no Rio Grande do Norte o cenário é uma incógnita.
Para Flávio Bolsonaro, fica claro que conquistar o Nordeste exigirá mais do que um sobrenome. Será necessário convencer uma política regional cautelosa, que hoje vê mais risco do que oportunidade em seu palanque.





