
A Polícia Civil do Rio de Janeiro frustrou um plano de atentado que seria realizado nesta segunda-feira (2) contra a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), durante uma manifestação. Foram apreendidas bombas de fabricação caseira e coquetéis molotov com integrantes de um grupo autointitulado “Geração Z”. A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, região metropolitana e interior do estado.
Investigação aponta radicalização e planejamento de atos violentos
A investigação teve início após a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais que organizavam “manifestações antidemocráticas” em diversos estados. Segundo a polícia, o grupo “Geração Z” conta com cerca de 300 integrantes apenas na capital fluminense. Em paralelo, em São Paulo, 12 pessoas foram presas sob suspeita de planejar um atentado na Avenida Paulista.
Material apreendido e crimes investigados
Durante a operação, além dos artefatos explosivos improvisados, foram apreendidas bandeiras e panfletos. O delegado titular da DRCI, Luiz Lima, informou que o material continha “frases de combate à corrupção, contra a corrupção no caso Banco Master e contra governantes atuais”, mas sem especificar nomes ou partidos. A polícia identificou que os investigados compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto, incluindo materiais instrutivos para a confecção de bombas caseiras com pregos e bolas de gude, e coquetéis molotov.
Os alvos da operação são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. Segundo a polícia, os participantes e administradores dos grupos na internet no Rio de Janeiro “exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque”.
Com informações da assessoria




