
As buscas pelos desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV foram retomadas neste domingo (15) pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A operação já percorreu mais de 10 quilômetros do Rio Amazonas e conta com 25 mergulhadores, seis embarcações, drones e um helicóptero. As atividades foram suspensas no fim da tarde e serão reiniciadas na manhã de segunda-feira (16).
O comandante-geral do CBMAM, Coronel Orleilso Muniz, ressaltou os desafios enfrentados, como as correntes do Encontro das Águas, condições meteorológicas adversas e a diferença de densidade entre os rios. “Hoje, por exemplo, caiu uma chuva torrencial e praticamente inviabilizou a operação na parte da tarde”, explicou.
Apoio de São Paulo e tecnologia ampliam buscas
Para reforçar a capacidade de busca, o Corpo de Bombeiros de São Paulo enviou três sonares subaquáticos e cinco militares. Dois sonares serão utilizados para a leitura do leito do rio, enquanto um terceiro se destina à detecção de metais, o que amplia o trabalho conjunto em operações de alta complexidade.
Esforço integrado entre órgãos estaduais
Desde o naufrágio, ocorrido na última sexta-feira, uma força-tarefa com órgãos estaduais, incluindo Defesa Civil, Seas, SES, Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Segurança, está reunida. O objetivo é garantir a continuidade das buscas, o salvamento e o apoio às famílias afetadas.
Suporte às famílias dos desaparecidos
A partir de segunda-feira (16), um posto de atendimento para familiares dos desaparecidos funcionará no Porto Privatizado de Manaus, das 8h às 18h. Técnicos da Seas e do CBMAM oferecerão orientação e informações. “Nós ofertamos o atendimento com assistentes sociais e psicólogos para poder orientar essas famílias”, afirmou a secretária Adjunta da Seas, Selma Melo. Uma equipe da Prefeitura de Nova Olinda do Norte também estará presente.
Balanço da operação
Até o momento, sete pessoas continuam desaparecidas e dois óbitos foram confirmados. Cinco adultos resgatados do naufrágio receberam alta após atendimento em unidades de saúde estaduais.
Com informações da Agência Amazonas de Notícias




