quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
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Carnaval: proteja seu celular de golpes virtuais com estas dicas essenciais

O carnaval, com seus blocos lotados e multidões, representa um período de atenção redobrada para a segurança digital. Mesmo sem o furto físico do aparelho, o smartphone se tornou a principal porta de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas.

Embora muitos golpes financeiros no carnaval ocorram presencialmente, como o uso de maquininhas adulteradas, o celular é cada vez mais explorado por fraudadores. As invasões não se limitam a roubos físicos; redes Wi-Fi falsas e golpes por engenharia social, que manipulam emocionalmente a vítima para obter senhas e dados, também resultam em prejuízos.

Por que o risco aumenta no carnaval?

Eventos de grande porte criam o ambiente ideal para golpes, segundo José Oliveira, Diretor de Tecnologia (CTO) da Certta. Ele explica que a quebra de rotina, a necessidade de decisões rápidas e o senso de urgência inibem a reflexão, fatores que o fraudador explora.

Os três principais fatores de risco são:

  • Quebra de rotina: A mudança de hábitos e o ambiente festivo tornam as pessoas mais vulneráveis.
  • Agilidade nas transações: A pressa em realizar pagamentos ou acessos em meio à folia aumenta a chance de erros.
  • Uso de redes públicas: A conexão em redes Wi-Fi desconhecidas ou não seguras expõe os dados.

Por que o celular é o principal alvo?

O smartphone concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, reunindo tudo o que um criminoso precisa para acessar a vida financeira da vítima. Com o aparelho desbloqueado ou com senhas facilmente quebradas, golpistas podem:

  • Realizar transferências bancárias;
  • Fazer compras online;
  • Acessar contas de investimento;
  • Solicitar empréstimos em nome da vítima.

Como proteger o celular antes de sair de casa?

Antes mesmo de cair na folia, algumas medidas preventivas são cruciais:

  • Senhas fortes e autenticação de dois fatores: Utilize senhas complexas e ative a autenticação de dois fatores em todos os aplicativos possíveis, especialmente os bancários.
  • Atualizações de segurança: Mantenha o sistema operacional e todos os aplicativos atualizados para corrigir vulnerabilidades.
  • Backup dos dados: Faça um backup completo das suas informações importantes. Em caso de perda ou roubo, você não ficará desamparado.
  • Desative conexões não utilizadas: Desabilite Bluetooth, NFC e Wi-Fi quando não estiver usando.

Principais meios de invasão do celular

  • Wi-Fi falso: Redes Wi-Fi abertas em blocos, cafés, shoppings e aeroportos podem ser armadilhas para roubar dados.
  • Engenharia social: Golpistas se passam por pessoas ou empresas confiáveis para obter informações.
  • Golpes com inteligência artificial: A tecnologia tem facilitado a aplicação de fraudes sofisticadas, como deepfakes de voz.

Empresas utilizam sistemas de análise de risco para detectar movimentações suspeitas, mas a quebra de hábitos durante o carnaval pode dificultar essa detecção.

Se o celular for roubado, o que fazer imediatamente

Em caso de roubo ou furto, a primeira ação é bloquear o aparelho e os chips. Contate sua operadora para solicitar o bloqueio do número e, se possível, use serviços como o “Encontre Meu Dispositivo” (Android) ou “Buscar iPhone” (iOS) para localizar e apagar os dados remotamente.

Principal recomendação: desacelerar

A orientação central é substituir o impulso pela análise. “Antes de digitar uma senha, clicar em um link ou confirmar um pagamento, pare por alguns segundos”, aconselha José Oliveira. “Num ambiente de festa e aglomeração, a tecnologia pode ajudar, mas a primeira barreira contra o golpe ainda é o comportamento do próprio usuário.”

Com informações da Agência Brasil