
O programa EnvelheSer 60+, da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), tem se destacado em Manaus por promover uma profunda transformação na rotina de famílias com idosos. Mais do que atividades de lazer, a iniciativa fortalece os cuidados, amplia a convivência e gera um impacto positivo no dia a dia de todos os envolvidos.
Um novo capítulo para Dona Cacilda e sua família
Dona Cacilda Braule, de 70 anos, participante do grupo “As Poderosas” no bairro Cidade Nova, zona norte da capital, é um exemplo dessa mudança. Sua filha, Cacilmara Priante, relata que acompanhar a mãe nas atividades do EnvelheSer 60+ exige organização e dedicação, mas o resultado é gratificante. “Acompanhar minha mãe fortifica a vida dela e é uma mudança para toda a família, porque envolve logística e ajustes na rotina para garantir o bem maior, que são os cuidados com ela”, explicou Cacilmara, emocionada.
Ela complementa que os papéis de cuidado se inverteram, e ver a mãe feliz é o que mais importa. “Houve um tempo em que ela fazia isso por mim e pela minha filha. Fazer isso por ela é o mínimo para retribuir tudo que já fez por nós. Vê-la feliz é o que importa”, declarou.
Gratidão e inspiração na convivência familiar
A neta de Dona Cacilda, Nayssa Priante, que cursa a faculdade, compartilha o mesmo sentimento. Ela conta que a avó sempre foi independente, o que gerava orgulho e preocupação. “Antes ela queria sair sozinha, se aventurar pela cidade, e isso dava medo. Hoje, acompanhamos a rotina dela nas atividades do projeto, que se tornou uma ocupação saudável”, afirmou Nayssa.
“Lá ela é bem cuidada e se mantém ativa. O sentimento é de gratidão. Mesmo com nossos afazeres, tirar um tempo para cuidar dela é primordial. Minha avó é uma inspiração para mim”, completou a neta.
Benefícios sentidos pelos idosos
A família de Dona Cacilda vê os cuidados redobrados como uma confirmação de que o envelhecimento pode ser vivido com alegria e na companhia de quem ama. A própria Dona Cacilda expressa sua satisfação com o programa.
“É uma experiência muito boa fazer parte do projeto no bairro, porque a gente se diverte, a gente passeia, faz amizades, não fica em casa. A gente pensa em se vestir bem, sair, estar na comunidade. É muito bom participar desse grupo, além disso revigora a saúde física e mental”, declarou Dona Cacilda.
Com informações da Agência Amazonas de Notícias





