sábado, 21 de fevereiro de 2026
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Dezenove estados e DF registram menor desemprego da série histórica em 2025, aponta IBGE

Desemprego em Mínima Histórica

Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal encerraram o ano de 2025 com as menores taxas de desemprego já registradas desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o Brasil como um todo, a taxa de desemprego fechou 2025 em 5,6%, o menor índice da série histórica. A pesquisa do IBGE considera desocupada a pessoa que procurou trabalho nas 30 dias anteriores à coleta.

Unidades da Federação com Menor Desocupação

As unidades da federação que alcançaram taxas mínimas históricas de desemprego foram:

  • Mato Grosso: 2,2%
  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso do Sul: 3%
  • Espírito Santo: 3,3%
  • Paraná: 3,6%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Minas Gerais: 4,6%
  • Goiás: 4,6%
  • Tocantins: 4,7%
  • São Paulo: 5%
  • Paraíba: 6%
  • Ceará: 6,5%
  • Pará: 6,8%
  • Maranhão: 6,8%
  • Distrito Federal: 7,5%
  • Amapá: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Rio Grande do Norte: 8,1%
  • Amazonas: 8,4%
  • Bahia: 8,7%

Rondônia, apesar de não ter apresentado queda na taxa, encerrou o ano em 3,3%, sendo o quarto menor índice do país. O recorde anterior do estado era 3,1% em 2023.

O Amazonas foi o único estado entre os que atingiram as menores taxas a não apresentar queda em comparação com 2024, repetindo a marca de 8,4%.

Desigualdades Regionais e Informalidade

Do total de 27 unidades da federação, 12 registraram taxas de desemprego inferiores à média nacional de 5,6%, enquanto 15 superaram esse índice. Os três estados com as maiores taxas de desocupação estão na região Nordeste.

A pesquisa também evidenciou desigualdades na informalidade. Enquanto a média nacional foi de 38,1% em 2025, 18 estados apresentaram índices acima dessa marca, com as regiões Norte e Nordeste em destaque negativo. Trabalhadores informais não possuem garantias como férias, 13º salário e seguro-desemprego.

Rendimento do Trabalhador

O Distrito Federal liderou o ranking de rendimento mensal do trabalhador, com R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). A média nacional foi de R$ 3.560. O IBGE apontou que oito estados, além do DF, fecharam o ano com rendimento acima da média.

Alguns estados, como São Paulo e Amazonas, apresentaram rendimentos inferiores aos registrados em anos anteriores, mesmo com a queda geral do desemprego. São Paulo teve R$ 4.320 em 2014 (em valores reais), e o Amazonas registrou R$ 2.838 em 2012.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a mínima histórica em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.

Com informações da Agência Brasil