
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que a nova tarifa global de 15% sobre exportações anunciada pelos Estados Unidos é vantajosa para o Brasil. Segundo ele, a medida nivela as condições de concorrência em relação a outros países, que antes se beneficiavam de tarifas mais baixas impostas pelos EUA.
Ganhos de competitividade e isenções estratégicas
Alckmin comparou a nova alíquota com a situação anterior, onde as tarifas americanas variavam significativamente por país. “É negável, mesmo com 15% você ganha mais competitividade em tudo”, declarou o ministro, lembrando que alguns setores brasileiros antes enfrentavam tarifas de até 50%, enquanto concorrentes pagavam 10% ou 15%. Agora, a situação se equipara, com setores como aviação, ônibus, aeronáutica, suco de laranja e celulose isentos de tarifas.
Indústria aeronáutica e recorde de exportações
A isenção tarifária é vista como crucial para a indústria aeronáutica brasileira, que depende do mercado externo para manter sua escala e competitividade. Alckmin ressaltou que, mesmo com as tarifas anteriores, o Brasil alcançou um recorde de exportações no último ano, totalizando US$ 348,7 bilhões. Esse resultado é atribuído à diversificação de mercados e à ampliação de acordos comerciais.
Acordos comerciais e agenda internacional
O ministro citou os recentes avanços do Mercosul em negociações com Singapura e países da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), que inclui Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Ele também destacou a importância da agenda internacional do presidente Lula para fortalecer parcerias estratégicas com países como Estados Unidos e Índia.
Exportação como motor de emprego e renda
Alckmin enfatizou que a ampliação de mercados é fundamental para a indústria nacional. “As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.
Contexto da decisão da Suprema Corte dos EUA
A nova tarifa global surge após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais tarifas impostas anteriormente pelo governo Donald Trump com base em poderes de emergência. A Corte determinou que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso. O julgamento anulou parte do pacote tarifário de Trump, que incluía uma alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.
Com informações da Agência Brasil






