quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
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Consórcio MEZ-RZK vence leilão para novo centro administrativo de São Paulo

O Consórcio MEZ-RZK foi o vencedor do leilão para a construção do novo centro administrativo do estado de São Paulo, que será erguido na região dos Campos Elíseos. O projeto integra um plano de investimentos de R$ 394 bilhões anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas, que também inclui o leilão do sistema rodoviário da Rota Mogiana.

Objetivo e Benefícios Declarados

Segundo o governo, a centralização de 22 mil servidores em um único local visa trazer eficiência administrativa e economia de tempo de deslocamento. Tarcísio de Freitas destacou que a iniciativa representa um “legado” para a capital e um passo importante para a reabilitação do centro histórico.

A expectativa é que o projeto gere 38 mil empregos diretos e indiretos durante a construção e 2,8 mil vagas permanentes no comércio local após a inauguração. O novo complexo abrigará o gabinete do governador, secretarias e outros órgãos estaduais que atualmente estão dispersos em mais de 40 endereços.

Protestos e Críticas de Moradores

O leilão ocorreu sob forte esquema de segurança, com bloqueios policiais nas proximidades da B3, onde o evento foi realizado. Movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) protestaram contra o projeto.

Os manifestantes argumentam que a obra pode levar a desapropriações compulsórias, remoção de famílias e gentrificação, prejudicando residentes de baixa renda. Uma moradora da região, a jornalista Jeniffer Mendonça, questionou o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade.

Em resposta, Tarcísio de Freitas afirmou que desapropriações podem ocorrer em nome do “bem coletivo”, mas garantiu que os casos serão analisados individualmente e que ninguém será desassistido, seguindo a legislação de justa indenização.

Detalhes do Projeto

O novo centro administrativo compreende a construção de sete edifícios e dez torres nos Campos Elíseos. O governo também avaliará o futuro dos prédios estaduais desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, considerando venda, concessão ou conversão para habitação popular.

Com informações da Agência Brasil