quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

Quebra de sigilo de Lulinha aprovada

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido, feito pelo deputado Alfredo Gaspar (União/AL), visa aprofundar as investigações sobre um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas.

Silva é citado em mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As mensagens indicam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, que os investigadores apontam ser uma alusão a Lulinha. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer relação com as fraudes.

Outras convocações e quebras de sigilo

Durante a reunião, foram aprovados outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo e sócio da instituição, suspeito de participar de manobras para ocultar irregularidades.

Também foram convocados o ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura, apontado como articulador do esquema de fraude no INSS, especialmente em Sergipe. A empresária Danielle Miranda Fontelles, suspeita de operar estruturas de fraudadores no exterior para lavagem de dinheiro, e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também foram chamados.

Oitivas e ausências

A CPMI do INSS também ouviu o depoimento do empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação em uma fraude bilionária contra aposentados e pensionistas. Seus pai e sócio, Maurício Camisotti, está preso.

O deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB/MA) e o advogado Cecílio Galvão não compareceram às oitivas. Araújo alegou motivo de saúde e proibição de deixar São Luís, conforme determinação do STF. Galvão justificou compromissos profissionais, o que levou o presidente da CPMI a solicitar sua condução coercitiva.

Com informações da Agência Brasil