
Superávit primário em janeiro
As contas públicas do Brasil apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro. Este resultado é uma melhora significativa em comparação com o déficit primário de R$ 55 bilhões registrado no acumulado de 2025.
Desempenho das esferas de governo
O Governo Central registrou um superávit primário de R$ 87,3 bilhões em janeiro, revertendo o resultado negativo de R$ 83,2 bilhões do mesmo mês em 2025. Essa cifra difere da divulgada pelo Tesouro Nacional devido a metodologias distintas de cálculo.
Os governos regionais, incluindo estados e municípios, também contribuíram positivamente, com um resultado de R$ 21,3 bilhão em janeiro. No entanto, este valor é ligeiramente inferior aos R$ 22 bilhões apurados no mesmo período de 2025.
Por outro lado, as empresas estatais (excluindo Petrobras e Eletrobras) apresentaram um déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro, o que contribuiu para reduzir o superávit consolidado. Em janeiro de 2025, o déficit dessas empresas foi de R$ 1 bilhão.
Gastos com juros e resultado nominal
Os gastos com juros alcançaram R$ 63,6 bilhões em janeiro, influenciados pela alta da taxa Selic e pelo aumento do endividamento. Consequentemente, o resultado nominal das contas públicas (resultado primário mais juros) caiu para um superávit de R$ 40,1 bilhões, ante R$ 63,7 bilhões em janeiro de 2025.
Em um período de 12 meses encerrado em janeiro, o setor público acumula um déficit de R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,49% do PIB. Este indicador é observado por investidores e agências de classificação de risco.
Dívida pública em janeiro
A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,3 trilhões em janeiro, representando 65% do PIB. Houve uma redução de 0,3 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.
Essa diminuição foi resultado do superávit primário, da variação do PIB nominal e de ajustes na dívida externa líquida. Esses fatores compensaram os juros nominais e a apreciação cambial de 4,9% em janeiro.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) totalizou R$ 10,1 trilhões, mantendo-se em 78,7% do PIB, mesmo patamar do mês anterior. A DBGG é utilizada para comparações internacionais de endividamento.
Com informações da Agência Brasil






