sexta-feira, 6 de março de 2026
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Dólar dispara e Ibovespa despenca 3% com escalada de tensão no Oriente Médio

Dólar atinge maior patamar desde janeiro em meio a conflito no Oriente Médio

O dólar comercial fechou em R$ 5,261, com alta de 1,87%, refletindo a crescente tensão global após o agravamento do conflito no Oriente Médio. A moeda atingiu R$ 5,34 durante o pregão, o maior nível desde 26 de janeiro.

O Banco Central (BC) chegou a anunciar leilões de linha de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou as operações, alegando divulgação por engano em teste interno.

Bolsa brasileira registra maior queda do ano

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos, o menor patamar desde 6 de fevereiro. Quase todas as ações do índice apresentaram desvalorização.

Escalada no Oriente Médio impacta mercados globais

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos em outros países da região, gerou pessimismo nos mercados. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo mundial.

O temor de desabastecimento global de energia impulsionou o preço do petróleo Brent em mais de 4% e o gás natural na Europa em 22%. A alta das commodities aumenta preocupações com inflação e desaceleração econômica global.

Investidores buscam ativos considerados mais seguros, como o dólar, em detrimento de ações, o que levou à queda generalizada nas bolsas mundiais. O índice DXY, que mede a força do dólar, subiu 0,66%.

PIB brasileiro mostra desaceleração e juros podem cair menos

No cenário doméstico, o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas desacelerou no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%. O dado reforça a percepção de uma economia em ritmo menor.

Com a instabilidade global, o Banco Central pode reduzir a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual neste mês, inferior à expectativa anterior de 0,5 ponto. Juros altos tendem a segurar o dólar, mas podem prejudicar o crescimento econômico.

Com informações da Reuters