
Brasil – A Justiça do Paraná concedeu direito a prisão domiciliar ao ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda, em 2022. A decisão foi proferida pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o despacho, o direito foi concedido devido ao estado de saúde de Guaranho, que apresenta sequelas permanentes decorrentes de politraumatismo, incluindo limitações motoras, dor crônica e dependência para atividades básicas do dia a dia. O sistema prisional não teria estrutura adequada para o tratamento das condições clínicas apresentadas por Guaranho, por isso a concessão do benefício.
O condenado terá de cumprir uma série de condições, como permanência integral em residência, autorização prévia para saídas, exceto em casos de urgência médica, e uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. Caso alguma medida seja descumprida, a prisão domiciliar pode ser revogada.
Arruda foi morto na sua comemoração de 50 anos de idade, em festa temática com decoração do PT, no salão de festas de um clube em Foz do Iguaçu, em 9 de julho de 2022. Guaranho, que era bolsonarista, invadiu a festa e discutiu com Arruda e os presentes. Algum tempo depois, voltou armado ao local e trocou tiros com a vítima, que faleceu.
Guaranho foi atingido e ficou gravemente ferido, mas se recuperou, embora com sequelas. O caso ganhou repercussão nacional no ambiente polarizado da eleição presidencial daquele ano. Em 2023, o presidente Lula se reuniu com a família de Arruda e prestou solidariedade.





