
A jornalista Madeleine Lacsko foi notificada pela Advocacia-Geral da União para excluir uma publicação no X sobre o chamado PL da Misoginia. Outros perfis também receberam a mesma determinação, entre eles o do humorista Leo Lins. Madeleine, porém, afirma ser a única jornalista entre os alvos.
A medida foi adotada após solicitação da deputada federal Erika Hilton. Segundo a AGU, as postagens criticadas estariam fora de contexto, atacariam a integridade do processo legislativo e poderiam induzir a população ao erro sobre uma política pública voltada ao combate à violência de gênero.
Inconformada, Madeleine classificou a notificação como autoritária e inédita em sua trajetória profissional. Ela afirmou nunca ter recebido, em três décadas de carreira, qualquer pedido para retirada de conteúdo, especialmente por parte do governo federal.
A jornalista também questionou o fundamento da medida e disse não compreender como a AGU teria competência para exigir a remoção da publicação. Segundo ela, o episódio levanta dúvidas sobre os limites da liberdade de expressão e de imprensa no país.
Em nota, a AGU sustenta que a liberdade de expressão não pode ser utilizada para práticas que comprometam instituições ou disseminem informações enganosas.
O projeto em discussão no Congresso propõe tipificar como crime a misoginia, definida como ódio ou aversão às mulheres.






