
Um grupo de 22 monges budistas foi preso no último domingo (26) no Aeroporto Internacional Bandaranaike após autoridades encontrarem mais de 110 quilos de kush — uma forma potente de cannabis — escondidos em bagagens.
Segundo a alfândega, os religiosos foram abordados logo após desembarcarem de um voo vindo de Bangkok, na Tailândia, onde teriam passado quatro dias. Durante a inspeção, os agentes identificaram compartimentos falsos nas malas, onde a droga estava distribuída. Cada suspeito carregava, em média, cerca de cinco quilos da substância.
O material apreendido foi avaliado em mais de 1,1 bilhão de rúpias do Sri Lanka, o equivalente a cerca de R$ 17 milhões. A kush é uma variedade de cannabis associada a redes internacionais de tráfico, com origem em regiões como Afeganistão, norte do Paquistão e noroeste da Índia.
As investigações indicam possível atuação de uma organização criminosa. Parte do grupo seria formada por jovens estudantes de templos, que participavam de uma viagem financiada por um empresário ainda não identificado.
De acordo com a polícia, três monges de um templo na região de Jamburaliya seriam os responsáveis por organizar o esquema e recrutar outros participantes, inclusive por meio de redes sociais. Há suspeita de que alguns envolvidos não sabiam que transportavam drogas, acreditando levar materiais educacionais e doces.
Considerada a maior apreensão de kush já registrada no principal aeroporto do país, a ocorrência segue sob investigação. Os suspeitos foram levados à Justiça, e a Corte de Negombo determinou a prisão do grupo por sete dias para interrogatório.





