terça-feira, 5 de maio de 2026
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Flávio Bolsonaro sela acordo com Malafaia, que será usado para atacar fim da escala 6×1

Brasil – Após colocar panos quentes na guerra de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com Nikolas Ferreira (PL-MG), atraindo o deputado mineiro para seu entorno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) selou acordo com Silas Malafaia durante culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na zona norte do Rio, neste domingo (3), quando o guru usou o púlpito para apresentar seus candidatos para outubro.

Além do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência, Malafaia ungiu seu pupilo, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o bispo licenciado da Igreja Universal, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), além de Douglas Ruas (PL), herdeiro de Cláudio Castro (PL) que será o candidato da ultradireita ao governo do Rio.

“Começo a semana com a fé renovada e o coração fortalecido, participando ao lado da minha esposa, Fernanda Bolsonaro, da Santa Ceia na Advec. Pastor Malafaia, obrigado pelo convite, pelas palavras e pelo carinho com o meu pai”, escreveu Flávio divulgando vídeo nas redes sociais.

Malafaia, que também publicou foto ao lado do casal, será usado para pautas que podem sair caro ao pré-candidato do clã Bolsonaro, como os ataques ao fim da escala 6×1, que pode custar votos preciosos dos trabalhadores mais pobres.

Ao direcionar críticas ao projeto de lei, uma das principais bandeiras atuais do governo Lula, Malafaia – que nunca trabalhou na vida, além de ser pastor – disse que “do jeito que está indo vão querer um dia de trabalho e seis de folga”.

O pastor midiático ainda centrou fogo nas pautas sociais, repetindo ataques ao Bolsa Família, e insinuou pedido de votos a seus candidatos ecoando a ladainha de que os programas são “compra de votos”.

“Favor de governo é para ajudar a linha da miséria, não é para comprar voto, não. Favor de governo é para as pessoas da linha da miséria. Como é que esse país vai prosperar onde os beneficiados do governo são mais do que as pessoas que produzem? Como é que pode isso? Acorda povo brasileiro. Ah, você recebe Bolsa Família, kit gás, kit sei la o quê? Meu irmão, nós estamos enganados. O que eu acho interessante é que esses caras estão governando há não sei quantos anos e tem 53 milhões de pessoas com Bolsa Família. Então piorou. Tinha que diminuir, aumentou. Compra de voto na maior cara de pau, gente. Como é que uma nação vai prosperar assim?”, disparou.

Falta Michelle

Com a adesão de Malafaia à campanha, o último bastião de resistência à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro no núcleo duro do bolsonarismo tornou-se Michelle Bolsonaro.

Passados seis meses da indicação do “01” por Bolsonaro, a madrasta ainda não fez uma sinalização clara e nem cumpriu agenda ao lado do enteado.

Michelle era a principal aposta de Malafaia para ser vice de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que flertou com a terceira via antes de abandonar a candidatura a mando do ex-presidente.

Submisso aos interesses de Bolsonaro, Tarcísio obedeceu e entrou de vez na campanha de Flávio Bolsonaro na última semana, quando acompanhou o senador no AgriShow.

Flávio tenta uma aproximação da madrasta especialmente por meio da ala feminina do PL. No entanto, a relação voltou a azedar após o maquiador Agustin Fernandez, confidente de Michelle dar entrevista atacando o senador.

“Flávio é engessado, não conecta com a empregada, com o ambulante. O ego e a vaidade são maiores que a própria causa”, disse Augustin, que aposta na reeleição de Lula.

“Não vou perder meu tempo, sabendo que o Lula tem o Judiciário, a máquina e ainda tem carisma, a mídia, e consegue chegar em todo mundo”, emendou.