segunda-feira, 11 de maio de 2026
Início BRASIL Nas redes sociais, homem divulga vídeo “ingerindo” detergente da marca Ypê

Nas redes sociais, homem divulga vídeo “ingerindo” detergente da marca Ypê

Um homem publicou nas redes sociais, no domingo (10/5), um vídeo em que aparece, supostamente, ingerindo um frasco de detergente da marca Ypê dentro de um carro. Nas imagens, ele ainda faz um gesto obsceno direcionado a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A gravação ganhou repercussão rápida e passou a ser compartilhada em perfis e páginas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O conteúdo surge em meio a uma onda de publicações nas redes sociais após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento e a suspensão de lotes de produtos da Ypê, sob suspeita de risco de contaminação microbiológica.

Desde então, conteúdos semelhantes têm circulado na internet, incluindo vídeos em que pessoas aparecem passando detergente no corpo ou simulando o consumo do produto. Em alguns casos, os registros são associados a uma reação política de apoiadores de Bolsonaro, que passaram a defender a marca e questionar a atuação da Anvisa, sem apresentar provas.

A polêmica ganhou ainda mais repercussão por menções ao fato de integrantes ligados à empresa terem feito doações à campanha de Bolsonaro em 2022, o que intensificou discussões políticas em torno do caso.

Diante do episódio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a politização do tema e alertou para os riscos das publicações.

Ele afirmou que a Anvisa atua com base técnica e sem vínculo partidário, destacando que o órgão tem como foco a proteção da saúde pública. Padilha também condenou a divulgação de vídeos que incentivam o consumo ou o manuseio inadequado de produtos químicos.

Segundo o ministro, a agência recebeu os conteúdos que circulam nas redes e avalia possíveis medidas jurídicas relacionadas aos casos.

Em relação à decisão da Anvisa, a medida atinge detergentes, sabões líquidos e desinfetantes produzidos na unidade da Química Amparo, no interior de São Paulo, envolvendo lotes com numeração final 1.

Apesar de a empresa ter obtido decisão judicial suspendendo temporariamente os efeitos da medida, a Anvisa manteve a recomendação para que consumidores evitem o uso dos produtos até nova avaliação técnica.