
A redação teve acesso, com exclusividade, a uma nova denúncia contra o blogueiro Alex Mendes Braga por suposto crime de assédio sexual e importunação sexual envolvendo travestis e pessoas trans em Boa Vista, no estado de Roraima. Segundo relatos e informações reunidas, as acusações incluem episódios de importunação sexual, tentativas de coação e condutas inadequadas direcionadas às vítimas.
Alex já tem histórico de casos de estupro de vulnerável, coação ao aborto forçado e calúnia e difamação. Além disso, Alex é visto como “tóxico” no meio jornalístico e que é conhecido por se envolver em inúmeras polêmicas.
De acordo com as informações obtidas pela reportagem, os relatos apontam que os episódios teriam ocorrido em diferentes contextos, com registros de abordagens consideradas invasivas e situações de constrangimento relatadas pelas vítimas. As denúncias também citam possíveis tentativas de influência e intimidação.
A nova acusação surge semanas após a própria redação já ter publicado outra reportagem envolvendo o blogueiro, na qual ele foi acusado de importunação e assédio sexual contra uma pessoa em processo de transição de gênero. Na ocasião, o caso também gerou repercussão e passou a ser acompanhado por pessoas próximas à vítima.
Além das denúncias recentes, a reportagem realizou levantamento em bases públicas de processos judiciais, como o Jusbrasil, onde o nome de Alex Mendes Braga aparece associado a mais de 600 registros em diferentes esferas da Justiça, incluindo ações cíveis e criminais em andamento e já protocoladas.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações mencionadas. A reportagem não localizou a defesa do citado para comentar as novas denúncias até a publicação deste material.
Alex é acusado de articular nos bastidores adiamentos de seus processos criminais
A realização do júri popular envolvendo o empresário e ex-apresentador Alex Braga voltou a ser adiada e provocou nova reação de familiares da vítima e de pessoas que acompanham o caso no Amazonas. Ele é acusado pelo Ministério Público de crimes como estupro, aborto sem consentimento da gestante e violência psicológica.
Segundo familiares, a sucessão de adiamentos prolonga o sofrimento e reforça a sensação de impunidade. Pessoas próximas ao caso também relatam que estratégias da defesa e sucessivos pedidos apresentados no processo estariam contribuindo para a demora na realização do júri.
“Queremos justiça. Cada adiamento é mais dor para a família”, afirmou uma pessoa ligada à vítima.
O processo teve início após denúncia do Ministério Público, que aponta que a vítima teria sido abusada sexualmente e posteriormente pressionada a interromper uma gravidez resultante do crime. A Justiça do Amazonas determinou que o caso seja levado a júri popular, entendendo haver indícios suficientes para julgamento pelos jurados, sem que isso represente condenação.
Enquanto o julgamento não ocorre, cresce a cobrança por celeridade e por uma resposta do Judiciário. Nas redes sociais, manifestações pedem que o caso não caia no esquecimento diante da gravidade das acusações.
Bruna Aguiar Holguim, apontada como vítima, tinha 30 anos à época da denúncia do Ministério Público. Segundo a investigação, ela teria sido ameaçada e coagida durante a ocorrência, além de relatar posteriormente episódios de perseguição, crises de ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático.
O Ministério Público sustenta a acusação com base em laudos, exames, áudios e depoimentos reunidos no processo. A defesa de Alex Braga nega as acusações e afirma que ele seria alvo de perseguição política.





