quinta-feira, 28 de maio de 2026
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Falsa advogada investigada por elo com o CV morre em presídio; operação atingiu alvos no AM

A falsa advogada Lucila Meireles Costa, de 42 anos, investigada por envolvimento em um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV), morreu na última sexta-feira (22), em Teresina. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI), ela passou mal dentro da Penitenciária Feminina, foi socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu.

De acordo com a Sejus, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio na UPA do bairro Promorar, na Zona Sul da capital. O Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi relacionada a problemas de saúde, entre eles diabetes descompensada, além de complicações metabólicas e respiratórias.

Relatórios médicos e documentos enviados pela Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, analisados pelo portal Radar Amazônico, indicam que Lucila sofria de hipertensão e diabetes e teve agravamento no quadro de saúde mental durante o período em que esteve presa.

Segundo os documentos, a detenta passou a apresentar sintomas psiquiátricos severos, como alucinações auditivas e visuais, delírios e episódios de confusão mental. Ela também afirmava estar sendo envenenada dentro da unidade prisional e dizia que outras internas tentavam matá-la.

Lucila era investigada na operação “Erga Omnes”, deflagrada em fevereiro deste ano em Manaus. Conforme a polícia, o núcleo político do esquema era responsável por captar recursos junto a traficantes, organizar o envio de dinheiro para compra de drogas na Colômbia e lavar os valores por meio de uma empresa de logística. Os entorpecentes eram distribuídos em Manaus e em outros municípios do Amazonas.

As investigações apontam ainda que relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram cerca de R$ 70 milhões em movimentações consideradas suspeitas ao longo de quatro anos. Segundo a polícia, parte das transações envolvia agentes públicos suspeitos de fornecer informações sigilosas e facilitar a atuação da organização criminosa dentro da administração pública.