domingo, 14 de junho de 2026
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Produtora de ‘Dark Horse’ pretende adiar estreia do filme para depois das eleições

Brasil – A Go Up Entertainment estuda adiar o lançamento do filme Dark Horse para depois das eleições de 2026. A produtora Karina Ferreira Gama recebeu uma recomendação nesse sentido de Ricardo Sayeg, advogado da empresa, que sugeriu postergar a estreia para evitar que o projeto seja associado ao período eleitoral.

A própria produtora confirmou à Folha de S.Paulo a possibilidade de adiamento. Atualmente, o longa-metragem, estrelado por Jim Caviezel, conta com um investimento de R$ 75 milhões da Go Up Entertainment.

Recomendação busca evitar polêmicas

Segundo Ricardo Sayeg, a orientação tem como objetivo preservar o caráter cultural e artístico da produção e evitar interpretações políticas em meio à disputa eleitoral.

“Para que não pairem dúvidas sobre a natureza cultural e artística, minha recomendação encaminhada à Karina, que está sendo analisada junto com o pessoal dos EUA, é que o filme seja lançado depois das eleições”, afirmou o advogado.

Enquanto isso, a definição da data de estreia segue em discussão com os parceiros norte-americanos envolvidos no projeto. Dessa forma, a decisão final ainda depende de avaliações conjuntas entre os responsáveis pela produção no Brasil e nos Estados Unidos.

Investigação sobre financiamento

Além das discussões sobre o lançamento, o projeto também está inserido em um contexto de investigações relacionadas ao financiamento da obra.

Nesse sentido, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) é alvo de uma investigação por suspeita de desvio de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo. A entidade participou das negociações envolvendo recursos destinados ao filme em 2025.

Além disso, segundo reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o projeto.

O orçamento inicialmente aprovado para o longa era de US$ 16 milhões, equivalente a R$ 89,7 milhões. Assim, a diferença entre esse valor e a quantia negociada chega a aproximadamente R$ 44,8 milhões.

Perícia aponta origem privada dos recursos

Por outro lado, uma perícia judicial realizada pelo IPI (Instituto de Perícia Investigativa) analisou a declaração de gastos e os contratos de investimento vinculados ao filme.

De acordo com o laudo, os peritos examinaram documentos financeiros relacionados à captação dos recursos utilizados no projeto. Após a análise, o instituto concluiu que os valores possuem origem privada.

“Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto têm origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, concluiu o IPI.