sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Ministro Boulos acusa Trump de agir nos bastidores da Copa e mira família Bolsonaro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), afirmou nesta quinta-feira (9) que episódios envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Copa do Mundo realizada no país demonstram o que o republicano “é capaz de fazer nos bastidores”. Segundo ele, os casos levantam preocupações sobre interferência política e representam uma ameaça à soberania de outros países.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Boulos também criticou a relação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o governo norte-americano. Durante a declaração, chamou o senador Flávio Bolsonaro de “bajulador” e se referiu ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde o início de 2025, pelo apelido de “bananinha”, usado por apoiadores do governo Lula.

Para sustentar suas críticas, o ministro citou três episódios ocorridos durante a Copa do Mundo. O primeiro envolve a suspensão de um jogador da seleção dos Estados Unidos, que, segundo Boulos, teria sido revertida após uma ligação de Trump ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Trump confirmou que fez a ligação, mas Infantino negou qualquer influência na decisão.

O ministro também mencionou a suposta proibição da entrada de um árbitro africano em território norte-americano, classificando o caso como motivado por preconceito racial. Outro episódio citado foi o interrogatório do principal atacante da seleção do Iraque em um aeroporto dos EUA, onde o atleta teria sido submetido à inspeção do telefone celular.

Ao relacionar os fatos ao cenário político brasileiro, Boulos afirmou que as ações de Trump indicam uma estratégia de influência internacional e disse que o ex-presidente norte-americano já demonstrou interesse em ampliar sua atuação política sobre o Brasil. “Imagine o que esse cara não está disposto a fazer por trás das câmeras, nos bastidores”, declarou o ministro.