quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Traficantes pintam maritacas e tentam vendê-las como papagaios

Brasil – Uma manobra cruel utilizada pelo tráfico de animais silvestres foi descoberta por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Feira de Duque de Caxias, localizada na Baixada Fluminense (RJ). Três aves da espécie maritaca foram resgatadas em condições precárias após passarem por alterações físicas brutais no intuito de enganar potenciais compradores.

Para inflacionar o valor de venda no mercado clandestino — já que papagaios alcançam preços consideravelmente mais altos —, os criminosos cortaram as penas das maritacas e tingiram a região de suas cabeças com tinta amarela para simular a fisionomia do papagaio.

A ação de fiscalização ocorreu na última semana e mobilizou um contingente de 21 servidores do Ibama, contando ainda com o apoio estratégico de agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Durante o pente-fino realizado nas bancas da feira livre, as equipes identificaram outros animais mantidos em cativeiro irregular e sob fortes indícios de maus-tratos. Além das maritacas adulteradas, os fiscalizadores apreenderam:

2 Canários-da-terra

1 Trinca-ferro

2 Jabutis

1 Mico

Todos os animais recolhidos receberam os primeiros cuidados e foram encaminhados para centros de triagem de animais silvestres, onde passarão por avaliação veterinária, processo de desintoxicação do tingimento e reabilitação.

O comércio ilegal e a adulteração das aves configuram crimes ambientais graves, incluindo receptação de fauna silvestre e maus-tratos a animais.

O caso foi formalmente registrado e segue sob rigorosa investigação pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que trabalha para identificar, qualificar e prender os responsáveis pelo estande e os fornecedores que abastecem o tráfico na Baixada Fluminense.