
A influenciadora digital Nicolly Evangelista do Carmo foi presa no Rio de Janeiro sob suspeita de envolvimento em roubos. Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, ela costumava compartilhar registros de viagens e momentos de lazer em diferentes destinos do país.
Durante a abordagem, policiais encontraram dentro do carro um bastão de beisebol com temática da Barbie, um bastão retrátil, spray de pimenta e uma faca. A prisão foi realizada por agentes da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), com apoio das equipes da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma).
Nas redes sociais, Nicolly reúne publicações de viagens para locais como Fortaleza, Balneário Camboriú, Bahia e Foz do Iguaçu.
Segundo registros policiais, ela é alvo de investigações desde 2011. Na época, antes da transição de gênero, era identificada como Marlon Evangelista do Carmo e foi presa em flagrante sob suspeita de furtar um turista em Copacabana.
Dois anos depois, em 2013, passou a ser investigada após um homem relatar ter sido agredido nos Arcos da Lapa. De acordo com a denúncia, ele teve um cordão roubado e foi atingido por golpes de estilete durante a ação.
Em 2014, Nicolly voltou a ser investigada por suspeitas relacionadas aos crimes de rufianismo e favorecimento à prostituição. No mesmo ano, foi presa em Guarulhos, em São Paulo, após o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
Em 2019, ela novamente entrou no radar das autoridades durante uma investigação sobre um roubo ocorrido na Avenida Mem de Sá. Conforme o relato registrado na ocasião, a vítima teria sido ferida no rosto com um golpe de estilete.
Mais recentemente, em 2023, um boletim de ocorrência registrou acusações de ameaça e lesão corporal. A vítima relatou ter sido perseguida e afirmou que Nicolly estaria envolvida no controle da prostituição de travestis na região de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ainda segundo o relato, a influenciadora teria usado spray de pimenta durante uma agressão e ordenado que a vítima deixasse o local.
Com a prisão, Nicolly deverá responder judicialmente pelas acusações. As suspeitas ainda serão apuradas pelas autoridades e não representam, por si só, uma condenação.






