
BRASÍLIA — O pré-candidato ao Senado pelo Amazonas e deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) cobrou do Ministério da Justiça e Segurança Pública providências diante do baixo número de policiais penais e das deficiências do sistema prisional amazonense.
A solicitação foi apresentada com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam o Amazonas como o estado com o menor efetivo de policiais penais de carreira do país. Atualmente, são apenas 39 servidores nessa condição em atividade.
Para Alberto Neto, a falta de profissionais e os problemas estruturais das unidades penitenciárias comprometem a segurança e podem abrir espaço para a atuação de organizações criminosas dentro dos presídios.
“Presídios fragilizados, sem estrutura adequada e sem efetivo suficiente de policiais penais deixam de cumprir sua função de custódia e ressocialização e passam a servir como ambiente propício para a organização, comunicação e expansão das facções criminosas”, afirmou.
Policial militar de carreira e com atuação na área de segurança pública, o deputado defendeu uma participação mais efetiva do Governo Federal na política penitenciária. Na avaliação dele, a União deve ampliar o apoio aos estados, direcionar recursos e estabelecer medidas para fortalecer o sistema prisional.
“O Amazonas é uma das principais portas de entrada do narcotráfico internacional e tem forte atuação de organizações criminosas. Quando o Governo Federal trata com descaso a Polícia Penal do nosso Estado está comprometendo a segurança do Brasil inteiro”, declarou.
Cobranças ao Ministério da Justiça
No requerimento apresentado ao Ministério da Justiça, Alberto Neto pede informações sobre as providências adotadas pelo Governo Federal para evitar o agravamento da situação penitenciária no Amazonas.
O parlamentar também questiona quanto o estado recebeu em recursos federais e quais investimentos estão previstos para melhorar a estrutura das unidades, ampliar o efetivo e valorizar os profissionais da Polícia Penal.
O documento reforça ainda a necessidade de participação direta da União no enfrentamento ao crime organizado, principalmente em estados localizados na faixa de fronteira, como o Amazonas.
“Segurança pública se faz com presença do Estado, valorização dos agentes e leis duras. A União não pode se eximir da sua responsabilidade. Vamos cobrar até que o Amazonas receba os investimentos e o apoio que o nosso povo e a nossa polícia merecem”, concluiu.






