terça-feira, 11 de agosto de 2026
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‘Salve’ do CV ameaça 3stupr4dor3s e s3qu3stradores após sequestro de bebê em Manaus

Na última segunda-feira (10), uma mensagem atribuída ao Comando Vermelho (CV) começou a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp no Amazonas com ameaças contra pessoas suspeitas de envolvimento em sequestros e crimes sexuais contra crianças e mulheres. O conteúdo também pede que moradores forneçam informações sobre possíveis autores desses crimes.

A circulação do chamado “salve” ocorreu horas antes de a Polícia Civil anunciar a prisão de duas pessoas investigadas pelo sequestro da bebê Ayla, de 23 dias, em Manaus. Apesar da coincidência, não há confirmação oficial de qualquer relação entre a mensagem e o caso da criança.

No texto, os autores afirmam que pretendem intensificar ações contra suspeitos de sequestro e estupro no Amazonas. A mensagem cita ainda casos de crianças desaparecidas, critica a atuação das autoridades e faz ameaças a pessoas apontadas como envolvidas nesses crimes.

A Polícia Civil, no entanto, não confirmou a autenticidade ou a autoria do material. Também não há informação oficial de que integrantes do Comando Vermelho tenham participado da localização da bebê ou da prisão dos investigados.

A mensagem ganhou repercussão enquanto as forças de segurança procuravam Ayla. Segundo as investigações, os suspeitos teriam se aproximado da mãe da criança sob o pretexto de oferecer uma doação de fraldas. O contato teria sido usado para atrair a mulher até o local onde o sequestro ocorreu.

Horas depois, o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), confirmou a prisão de duas pessoas identificadas inicialmente como Lucas e Jaqueline, apontados como um casal. Uma terceira mulher também é procurada por suspeita de participação no crime.

“Eles desde muito tempo já vinham assediando essa mãe com uma suposta doação aí de fraldas. Esse foi o que fez ela ir ao encontro deste casal e lá ela ter o seu bebê sequestrado”, afirmou o delegado.

Após o desaparecimento, equipes da Polícia Militar iniciaram as buscas pela criança. Ayla foi localizada horas depois por um morador na varanda de uma residência no bairro Santo Agostinho, na Zona Oeste de Manaus.

Segundo a polícia, a bebê apresentava sinais de debilidade e havia ficado exposta ao sol. Ela foi encaminhada para atendimento na Maternidade Dr. Moura Tapajóz, onde permanece sob cuidados médicos.

Apesar de o “salve” mencionar crimes contra crianças e mulheres, não foram apresentados dados oficiais que comprovem as acusações feitas no comunicado. Dessa forma, o conteúdo deve ser tratado como uma mensagem atribuída a uma organização criminosa, mas ainda sem confirmação oficial de autoria.

Também não há, até o momento, indicação das autoridades de que o grupo tenha relação com o sequestro de Ayla. A DEHS continua as investigações para localizar a terceira suspeita e esclarecer a motivação do crime, a participação de cada envolvido e a forma como a ação foi planejada.