
Manaus – Ezenilson Silva de Sousa, de 43 anos, que até pouco tempo usava as redes sociais para divulgar aulas de dança, agora enfrenta a Justiça acusado de participar de uma chacina que deixou três mortos em uma casa no bairro São Jorge, na zona Oeste de Manaus. O principal suspeito do crime, que chocou a cidade, declarou estar arrependido ao ser levado para audiência de custódia nesta terça-feira (18).
Diante dos jornalistas, o professor afirmou que devia cerca de R$ 20 mil a agiotas e relacionou a pressão financeira aos assassinatos. “Tô arrependido, desculpa para as famílias. Foi um momento de loucura, eu estava em débito com agiotas”, disse.
A investigação aponta que Ezenilson foi até o imóvel onde estava o ex-sogro, o pastor Francisco das Chagas Moraes Santos, de 67 anos, para tentar conseguir dinheiro. O religioso, que ajudava financeiramente o neto, filho de Ezenilson e uma criança com autismo, teria recusado o pedido.
A partir daí, segundo a polícia, o suspeito atacou as pessoas que estavam na residência usando um martelo. Francisco morreu, assim como a filha dele, Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos.
A irmã de Guilherme, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, também foi agredida durante o ataque, mas sobreviveu e segue internada em estado grave na UTI do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Professor divulgava aulas de dança nas redes sociais
Ezenilson mantinha perfis nas redes sociais voltados à divulgação do trabalho como professor de dança. Ele oferecia aulas individuais e turmas para iniciantes, além de encontros de dança de salão.
Entre os ritmos anunciados estavam forró, brega, bolero, bachata, kizomba, zouk e samba de gafieira. Em peças publicitárias, o suspeito aparecia conduzindo grupos e se apresentava como instrutor de bachata e kizomba.
Também eram divulgadas aulas particulares e encontros aos sábados, com contato direto para contratação dos serviços.
Preso após o crime, Ezenilson foi autuado em flagrante por tentativa de latrocínio e permanece à disposição da Justiça.





