quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Início POLÍTICA Folha, Globo e Estadão cobram saída de Moraes do STF

Folha, Globo e Estadão cobram saída de Moraes do STF

As recentes revelações sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro provocaram manifestações de grandes jornais brasileiros. Os veículos passaram a defender medidas contra o magistrado e cobraram uma atuação do Senado diante das informações relacionadas ao caso.

Em editorial publicado nesta quinta-feira (3), a Folha de S.Paulo afirmou que os dados reunidos pela Polícia Federal (PF) afastariam dúvidas sobre a permanência de Moraes no STF. O texto, intitulado “A Moraes Cabe a Renúncia”, sustenta que o ministro deveria deixar o cargo por iniciativa própria.

Segundo o jornal, caso isso não aconteça, caberia ao Senado analisar os pedidos de impeachment apresentados contra o magistrado. A publicação também questiona a relação mantida entre Moraes e Vorcaro e afirma que as novas informações aumentaram a gravidade da crise envolvendo o ministro.

O Estado de S. Paulo adotou posição semelhante. Em editorial, o jornal defendeu a saída de Moraes do Supremo e afirmou que as revelações sobre sua relação com o banco Master colocam sobre ele uma responsabilidade institucional que, na avaliação do periódico, exige sua renúncia.

O Estadão também destacou que, caso o ministro permaneça no cargo, caberá ao Senado avaliar eventuais acusações de crime de responsabilidade. Para o jornal, a situação não deveria comprometer a imagem e o funcionamento da Suprema Corte.

O Globo cobrou “providências imediatas” diante do caso. Em editorial intitulado “Ou STF é ágil sobre Moraes, ou Senado será”, o jornal defendeu uma apuração rigorosa e criticou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrária à utilização das provas obtidas pela Polícia Federal.

O periódico também saiu em defesa do ministro André Mendonça, relator do caso. Segundo O Globo, Mendonça não teria determinado uma investigação contra Moraes, mas apenas solicitado à PF uma perícia para identificar formalmente o destinatário das mensagens encontradas durante as apurações.

Após a identificação, conforme o jornal, o relator encaminhou o material para manifestação da PGR, comunicou a presidência do STF, retirou o sigilo diante do interesse público e solicitou que o caso fosse analisado presencialmente pelo plenário da Corte.