
Brasil – O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou atenção ao utilizar um facão de adereço enquanto discursava sobre o combate aos crimes sexuais, durante sua agenda de campanha pelo Nordeste. Com o objeto em mãos, o parlamentar direcionou sua fala a estupradores e abusadores de mulheres e crianças e defendeu punições mais severas para os condenados.
Durante o discurso, Flávio voltou a defender uma das propostas mais controversas de sua campanha na área de segurança pública: a castração química para condenados por crimes sexuais.
“Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças”, afirmou o senador em um ato de campanha realizado em agosto, segundo registro publicado pela Veja.
A proposta não é nova no discurso do candidato. Em julho, Flávio já havia defendido publicamente a adoção da medida para condenados por estupro e crimes sexuais contra crianças. Na ocasião, também apresentou outras propostas relacionadas ao endurecimento das penas e ao combate às organizações criminosas.
O uso do facão como elemento visual do discurso acrescentou uma cena de forte apelo simbólico ao ato político, associando a imagem do objeto à promessa de endurecimento contra criminosos sexuais.
A castração química consiste no uso de medicamentos para reduzir a atividade hormonal relacionada à libido. O tema é alvo de discussão jurídica e legislativa no Brasil. Em debate promovido pela Câmara dos Deputados, especialistas apresentaram posições divergentes sobre a utilização do método como punição, incluindo discussões sobre seus efeitos, reversibilidade e compatibilidade com direitos fundamentais.
A proposta defendida por Flávio aparece em meio à tentativa de sua campanha de colocar a segurança pública e o endurecimento penal entre os principais temas da disputa presidencial de 2026.
O senador também tem defendido medidas mais duras contra organizações criminosas e apresentado propostas de alteração na legislação penal durante sua campanha.
O episódio do facão, porém, chamou atenção justamente pela combinação entre o gesto simbólico no palanque e o discurso de punição severa contra autores de crimes sexuais.







