
A redução do nível do Rio Tapajós já provoca atenção em trechos utilizados para o transporte de grãos entre Miritituba e Santarém, no Pará. A vazante deixou pontos da rota mais rasos, o que pode exigir mudanças na quantidade de carga transportada pelas barcaças nas próximas semanas.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), as embarcações carregadas são projetadas para navegar com até 4,5 metros de profundidade, mas alguns trechos já apresentam restrições.
A área entre Fordlândia, Barreiras e Pimental está entre os pontos de atenção, com locais que chegam a cerca de 2 metros de profundidade. Itapaiúnas, Barranco do Navio e Monte Cristo também são considerados trechos críticos.
Em Itaituba, a régua do SGB marca 3,44 metros, enquanto em Santarém está em 3,84 metros. Apesar da redução, o cenário ainda está distante da seca extrema de 2024, quando o Tapajós chegou a 0,83 metro em Itaituba.
A AMPORT informou que o transporte segue normalmente e ainda não houve redução de carga. A entidade, porém, prevê possíveis mudanças na operação nas próximas semanas caso a vazante continue.
No primeiro bimestre de 2026, 2,2 milhões de toneladas de cargas foram transportadas pelo Tapajós, com a soja entre os principais produtos.






