
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a enfrentar nova pressão política após o avanço da direita no Senado e o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições de 2026.
Nos últimos dias, decisões envolvendo nomes ligados ao bolsonarismo foram interpretadas por críticos do ministro como uma tentativa de reduzir as tensões com o grupo. Entre elas estão a autorização para Flávio visitar o pai, Jair Bolsonaro, e a mudança para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”.
Também foram divulgados arquivamentos de investigações envolvendo os bolsonaristas Marcos do Val, Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ednardo Raposo. No STF, Gilmar Mendes ainda determinou o arquivamento de uma investigação contra Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
As decisões alimentaram especulações sobre uma possível mudança de postura do Supremo diante do novo cenário político. A pressão também chegou ao Senado, onde Rogério Marinho, cotado para presidir a Casa, defendeu que eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros sejam analisados pelos senadores.
O cenário ampliou as discussões sobre um possível impeachment de Moraes. Rumores sobre um suposto acordo para preservar o ministro também circulam nos bastidores, mas foram negados por aliados de Flávio.






