
Manaus – A cidade de Manaus encerra esta quinta-feira (8) com a qualidade do ar em nível péssimo em diferentes pontos da capital amazonense. O cenário de intensa fumaça representa uma piora nas condições atmosféricas observadas ao longo do dia, conforme o monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Mais cedo, a situação já era preocupante, com registros que variavam entre as classificações ruim, muito ruim e péssima. Durante a madrugada e ao longo desta quinta-feira, porém, os índices atingiram níveis críticos em estações de monitoramento, indicando o agravamento da concentração de partículas finas suspensas no ar.
Pela manhã, um dos pontos monitorados registrou 490,1 microgramas de partículas finas por metro cúbico (µg/m³), um dos maiores índices registrados em Manaus em 2026. A classificação péssima é atribuída, na escala utilizada pelo Selva, a concentrações superiores a 125 µg/m³.
A fumaça foi observada em diferentes regiões da cidade, prejudicando a visibilidade e deixando o céu encoberto. O problema está associado tanto a incêndios registrados na própria capital quanto à fumaça proveniente de queimadas no interior do Amazonas.
Entre as áreas apontadas nas informações divulgadas sobre o monitoramento estão regiões da Zona Leste, onde um incêndio de grandes proporções em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2 contribuiu para agravar o cenário. A poluição também foi registrada em outros pontos de Manaus, incluindo áreas com estações que apresentaram concentrações elevadas de material particulado.
A influência da fumaça de queimadas em municípios como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes também foi apontada pelas autoridades municipais como um dos fatores que contribuem para a poluição atmosférica na capital.
Alerta para a saúde
A exposição à fumaça pode provocar ardência nos olhos, irritação na garganta, tosse, dor de cabeça e dificuldade para respirar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos que exigem maior atenção.
Diante da piora da qualidade do ar, a orientação é reduzir a exposição à fumaça, evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos mais críticos, manter a hidratação e utilizar máscaras adequadas, como a PFF2 ou N95, quando a exposição for inevitável.
Com a permanência da fumaça sobre a capital, o monitoramento das condições atmosféricas segue sendo importante para acompanhar as variações dos índices e os possíveis impactos à saúde da população.






