
Brasil – Vanessa Silva, conhecida como “Negona do Bolsonaro”, não conseguiu se eleger deputada federal pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro. A candidata recebeu 6.353 votos, mas ficou fora da Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Após o resultado eleitoral, ela voltou a criticar a legenda e relatou ter sido barrada na sede do partido, onde afirma ter sido recebida na cozinha.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Vanessa relatou que foi até a sede do PL para tentar resolver questões relacionadas à sua situação dentro da sigla, mas acabou impedida de subir ao local. Segundo ela, cinco seguranças formaram uma barreira para barrar sua passagem.
“Eu fui tratada como um bolo de merda aqui dentro do Partido Liberal, isso é inadmissível”, afirmou a candidata no vídeo.
Vanessa também contou que chegou ao prédio por volta das 14h30 e foi informada de que não poderia mais acessar as dependências do partido. Ela disse que havia sido recebida por uma representante apresentada como secretária nacional do PL, mas se sentiu humilhada com a forma como foi tratada.
A candidata ainda questionou o tratamento recebido e associou o episódio a uma suposta perseguição contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da legenda.
“Formou-se um paredão com cinco, cinco seguranças aqui, e eu pedi pra que nenhum deles tocasse em mim”, declarou. Ela também afirmou que pretende recorrer à Justiça para ter acesso às imagens das câmeras de segurança e buscar responsabilização pelo constrangimento que diz ter sofrido.
Disputa pelo nome de urna
Durante a campanha, Vanessa também enfrentou uma disputa na Justiça Eleitoral para utilizar o nome “Negona do Bolsonaro” nas urnas. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) barrou a expressão e também vetou “Vanessa do Mito”, por entender que as denominações poderiam gerar associação indevida com o ex-presidente. Com isso, ela concorreu como Vanessa Silva.
Apesar de não ter conquistado uma vaga na Câmara, a candidata mantém sua identificação política com Bolsonaro e atribui o tratamento recebido dentro do PL a uma suposta perseguição contra pessoas ligadas ao ex-presidente.








