segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Gestante de alto risco denuncia demora e possível negligência em maternidade Hapvida

Manaus – Uma gestante de alto risco denunciou demora no atendimento e possível negligência médica na Maternidade Hapvida, em Manaus. Segundo o relato, a mulher procurou a unidade por volta do meio-dia, passando mal e com os níveis de glicose muito elevados, mas teria esperado mais de duas horas para receber atendimento.

A paciente afirma ter diagnóstico de diabetes gestacional, hipertensão e histórico de hipoglicemia. Mesmo diante das condições de saúde relatadas, ela alega que outras pessoas foram chamadas antes dela, o que levantou questionamentos sobre a classificação de risco utilizada pela unidade para definir a prioridade dos atendimentos.

A situação teria provocado momentos de tensão na maternidade. Conforme a denúncia, a Polícia Militar esteve no local, onde um homem teria pedido ajuda desesperadamente para a esposa, que precisaria passar por uma cesariana de emergência e também estaria aguardando atendimento.

Além da demora, a denunciante relatou insatisfação com a postura de funcionários da unidade. Segundo ela, outros pacientes também teriam reclamado de tratamento ríspido e falta de acolhimento durante a espera.

INVESTIGAÇÃO

O caso ocorre em meio a uma investigação já instaurada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) para apurar possíveis falhas estruturais na assistência obstétrica prestada por unidades hospitalares da rede Hapvida em Manaus.

Em março de 2026, a 52ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor instaurou um inquérito civil para verificar se os protocolos de atendimento, os deveres de informação às gestantes e os padrões de segurança materno-infantil estão sendo cumpridos. A apuração considera denúncias anteriores de possíveis falhas assistenciais e violência obstétrica.

A investigação inclui a análise de prontuários médicos, documentos hospitalares e pareceres técnicos, além da solicitação de informações sobre os protocolos clínicos adotados pela operadora.

Diante do episódio relatado, a paciente pede providências à direção da Hapvida e defende que a denúncia seja encaminhada aos órgãos competentes, entre eles a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) e o Procon-AM.