sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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Preocupado com avanço da direita, PT mira crescimento no Senado nas eleições de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificará os esforços para ampliar sua representação no Senado nas eleições de 2026. A prioridade da sigla, atrás apenas da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é garantir uma base mais sólida na Casa Alta diante do avanço da direita.

Em um congresso do PSB no início de junho, o próprio Lula destacou a importância de fortalecer a base aliada no Senado. Segundo o presidente, uma eventual maioria da oposição poderia gerar instabilidade política no país.

Para ampliar o número de aliados, o PT avalia abrir mão de candidaturas próprias em alguns estados, apoiando nomes de partidos parceiros, como fez em algumas capitais nas últimas eleições municipais. Regiões como Nordeste, Sudeste e Sul são consideradas estratégicas para essa articulação.

A legenda também avalia nomes do governo para a disputa ao Senado, entre eles o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Márcio França (Empreendedorismo) e Simone Tebet (Planejamento). No entanto, as conversas sobre essas candidaturas ainda estão em fase inicial.

Por outro lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já articula de forma mais acelerada a formação de uma bancada bolsonarista no Senado. A meta do grupo político é conquistar ao menos 41 das 81 cadeiras, o que garantiria maioria absoluta. Bolsonaro tem dito que, com essa composição, os aliados teriam poder para influenciar diretamente o governo federal. Entre os nomes cogitados, está o do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que pode disputar a vaga por Santa Catarina.

Pesquisas recentes apontam um cenário de maior equilíbrio entre Lula e Bolsonaro. Levantamento da Quaest, divulgado em 5 de junho, mostra o presidente empatado com Bolsonaro e outros possíveis candidatos, como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr. e Eduardo Leite. Já o Datafolha indica vantagem de Bolsonaro em um eventual segundo turno, com 45% contra 44% de Lula.

Integrantes do governo avaliam que a queda de popularidade decorre de crises como o caso dos descontos indevidos no INSS e da dificuldade em comunicar as ações positivas da gestão. Para reagir, a estratégia inclui reforçar a exposição de Lula em entrevistas e nas redes sociais, além de medidas econômicas, como o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que está em tramitação no Congresso.