sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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Antes mesmo da abertura, COP30 já vira assunto nas redes por causa dos preços altos

A COP30 ainda nem começou oficialmente, já que a abertura está marcada para a próxima segunda-feira (10), mas o evento já gera polêmica nas redes sociais. O motivo é o alto preço dos alimentos vendidos na sede da conferência, em Belém (PA), o que tem sido visto como irônico, diante de um encontro que pretende discutir temas como segurança alimentar no mundo.

Jornalistas que estão na capital paraense para cobrir o evento relataram que os lanches e refeições estão sendo vendidos a valores muito acima do normal, mesmo quando comparados aos preços praticados em grandes cidades brasileiras. O jornalista Márcio Gomes, da CNN, contou ter pago R$ 99 por apenas dois salgados e uma lata de refrigerante.

“É óbvio que eu vou provar [um salgado de camarão feito com queijo do Marajó], respeitando a culinária local e tudo mais, mas esses preços estão exorbitantes aqui na COP”, disse Gomes.

A repórter Júlia Dualibi, da GloboNews, também destacou os valores cobrados nas lanchonetes da conferência. Segundo ela, um refrigerante custa R$ 25, e uma coxinha, R$ 30.

O jornalista Teo Cury, também da CNN, publicou um levantamento com outros preços: um suco natural de goiaba, acerola, maracujá ou cupuaçu sai por R$ 30, enquanto sanduíches naturais de frango, misto ou queijo custam R$ 35.

As refeições completas são ainda mais caras. Um prato de filé ao molho madeira custa R$ 70, a lasanha de abobrinha ou o frango xadrez saem por R$ 60, e um almoço ou jantar no local dificilmente sai por menos de R$ 85. Nem as sobremesas escapam da alta: um brigadeiro custa R$ 20, um brownie R$ 30, e um minibolo de maracujá R$ 35.

Cury também destacou que não é permitido levar comida de fora. Segundo o site oficial da COP30, “as refeições devem ser realizadas nas áreas designadas para alimentação” e, “por motivos de segurança, não é permitida a entrada de alimentos externos”.