quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
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Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da PF por crimes financeiros

O ex-presidente do Rioprevidência, nomeado por Wilson Witzel e que renunciou ao cargo no final de janeiro, foi preso nesta terça-feira (20) pela Polícia Federal. A prisão ocorreu em Itatiaia (RJ) e faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

Dois outros mandados de prisão temporária foram expedidos, mas os indivíduos permanecem foragidos. Segundo a PF, o ex-presidente foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda e será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para prestar depoimento e, posteriormente, ser recolhido ao sistema prisional.

Investigação sobre o Banco Master

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, que foi recentemente liquidado pelo Banco Central. De acordo com a Polícia Federal, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.

As prisões foram determinadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Justiça considerou haver risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade. Os mandados foram cumpridos em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Suspeitas de manipulação de provas

Em 23 de janeiro, o ex-presidente já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência. Após essa ação, a PF identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

Com informações da assessoria