sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
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Operação contra grupo ligado ao PCC em SP e SC prende duas pessoas e bloqueia R$ 1,1 bilhão

Uma operação policial deflagrada em São Paulo e Santa Catarina resultou na prisão de duas pessoas e no sequestro de bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão. A ação visa desarticular um grupo criminoso suspeito de lavagem de dinheiro e crimes fiscais, com ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, o PCC funciona como uma “plataforma de serviços” para empresários que buscam aumentar seus lucros de forma ilícita. Empresas utilizavam uma plataforma principal para a venda de produtos eletrônicos no Brasil, mas redirecionavam os pagamentos para empresas de fachada. Notas fiscais eram emitidas por outras companhias, configurando um esquema complexo de lavagem de capitais.

Asfixia financeira como estratégia

O promotor Ivan Agostinho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), explicou que o objetivo da operação é a “asfixia financeira” do grupo, considerada o único caminho eficaz para atingir organizações criminosas. A investigação revelou uma sistemática confusão patrimonial, com o intuito de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário.

Bens bloqueados e movimentação bilionária

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a movimentação financeira do grupo ultrapassou R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, gerando uma discrepância significativa entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais. O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) obteve o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão.

Imóveis de luxo e contas de laranjas entre os bens apreendidos

Entre os bens já identificados e bloqueados estão imóveis de luxo avaliados em R$ 25 milhões, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de “laranjas” e diversas aplicações financeiras. Crimes fiscais identificados durante a investigação serão comunicados formalmente aos órgãos competentes.

Com informações da Agência Brasil