
A Acadêmicos do Grande Rio levará a energia e a inovação do Manguebeat para a Marquês de Sapucaí em busca do bicampeonato do Carnaval do Rio de Janeiro. O enredo, que homenageia o movimento cultural nascido em Pernambuco, foi idealizado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, que se inspirou em conversas com o pai, o jornalista Renato Lemos, e na conexão entre as origens do Manguebeat e a cidade de Duque de Caxias, onde a escola está sediada.
Conexão entre mangues e periferias
Gonzaga encontrou um paralelo entre a região de Caxias, cercada por manguezais, e os mangues de Recife, berço do movimento Manguebeat. Essa semelhança geográfica e social foi o ponto de partida para o desenvolvimento do enredo. O carnavalesco ressaltou a importância de o Manguebeat ser tema de um desfile, algo que, segundo ele, deveria ter acontecido antes.
A representação de Pernambuco na avenida será marcante, com fantasias e alegorias que remetem à capital pernambucana. O desfile contará com seis setores, cinco carros alegóricos e três tripés, prometendo um espetáculo vibrante e colorido.
A força da bateria e a musicalidade do Manguebeat
A bateria da Grande Rio, sob o comando do Mestre Fafá, promete uma performance eletrizante. Os 270 ritmistas apresentarão um arranjo inspirado nas inovações do Manguebeat, com referências ao frevo, ao maracatu e às experimentações musicais de Chico Science. A fantasia da bateria, em particular, homenageará o bloco afro Lamento Negro, um dos fundados por Chico Science.
A letra do samba-enredo, assinada por Ailson Picanço e outros compositores, reforça a identidade cultural entre os habitantes dos mangues de Recife e das periferias da Baixada Fluminense, com versos que evocam a relação com a natureza e o trabalho, como “Eu também sou caranguejo à beira do igarapé / Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré.”
A Grande Rio será a penúltima escola a desfilar na terça-feira, dia 17 de fevereiro, último dia dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Brasil




