sábado, 14 de fevereiro de 2026
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Escolas ‘jovens’ desafiam tradição na Série Ouro do carnaval carioca

A Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro apresenta neste sábado (14) uma disputa acirrada entre escolas de samba consolidadas e agremiações mais recentes, que almejam uma vaga no cobiçado Grupo Especial em 2027. Entre as novatas que prometem agitar a Marquês de Sapucaí está a União de Maricá, fundada em 2015.

A escola de Maricá, que desfila pela terceira vez na Série Ouro, traz para este carnaval o renomado carnavalesco Leandro Vieira. Com um currículo vitorioso, incluindo títulos no Grupo Especial com a Mangueira e a Imperatriz Leopoldinense, Vieira assina o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”. A temática, segundo o carnavalesco, busca “contar um pouco a história que a história não conta”, focando na identidade, rebeldia e transgressão protagonizadas por mulheres negras que, através de suas joias, conquistaram liberdade e autonomia.

Leandro Vieira destaca o caráter pedagógico e de afirmação do enredo, que visa popularizar uma história de luta e orgulho para a comunidade. Ele ressalta a crescente importância do território e da participação comunitária na União de Maricá, descrevendo a escola como um projeto que combina investimento e um forte senso de pertencimento.

Outra agremiação em ascensão é a Botafogo Samba Clube, criada em 2018. Após uma rápida ascensão pelas divisões inferiores, a escola ligada ao clube de futebol fará sua estreia na Série Ouro, tornando-se a primeira agremiação com essa característica a desfilar na Marquês de Sapucaí.

O enredo da Botafogo Samba Clube para 2026, “O Brasil que floresce em arte”, é uma homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx, desenvolvido pelos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel. A temática foi escolhida para oferecer liberdade criativa e explorar a exuberância do colorido.

O desfile abordará as pinturas abstratas que inspiraram os jardins modernistas de Burle Marx, o uso de plantas nativas brasileiras, a invenção do paisagismo moderno com destaque para o calçadão de Copacabana, e o amor do artista pela flora nacional. Expedições de Burle Marx pelos biomas brasileiros e uma alegoria representando seu sítio, um laboratório botânico e patrimônio mundial, também farão parte do espetáculo.

Com informações da Agência Brasil