terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
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Justiça Federal de MG inicia audiências sobre rompimento da barragem em Brumadinho

Audiências de instrução e julgamento começam em Belo Horizonte

A Justiça Federal de Minas Gerais deu início nesta segunda-feira (23) às audiências de instrução e julgamento referentes ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O processo judicial envolve 17 réus e investiga crimes ambientais, além de 272 homicídios decorrentes da tragédia.

Empresas e ex-executivos são réus no processo

Entre os réus estão a Vale S.A., a multinacional TÜV SÜD e 16 ex-executivos ligados às empresas. O objetivo das audiências é ouvir depoimentos de réus e testemunhas, além de aprofundar a coleta de provas sobre possíveis falhas nos sistemas de segurança e condutas negligentes que levaram ao colapso da estrutura.

Verificação de responsabilidades técnicas e de segurança

Os pontos centrais da instrução incluem a apuração de responsabilidades técnicas, decisões administrativas e as medidas de segurança implementadas antes do rompimento da barragem.

Fase de instrução se estende até 2027

A fase de instrução e julgamento está programada para contar com 76 sessões, com previsão de encerramento em 17 de maio de 2027. Os trabalhos serão realizados nas segundas e sextas-feiras, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

Relembre a tragédia de Brumadinho

A tragédia ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeitos se rompeu, liberando aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de lama. O desastre resultou em 272 mortes confirmadas, severos danos ambientais e a contaminação do Rio Paraopeba.

Impactos ambientais e socioeconômicos de larga escala

Os impactos ambientais e socioeconômicos do rompimento se estenderam por centenas de quilômetros, afetando vegetação, fauna e cursos d’água em mais de 20 municípios. Os reflexos da tragédia alcançaram a Região Metropolitana de Belo Horizonte e todo o estado de Minas Gerais.

Histórico da barragem B-I

A barragem B-I foi construída em 1976 e adquirida pela Vale em 2001. Com 86 metros de altura e 720 metros de comprimento, era destinada ao depósito de rejeitos do beneficiamento de minério de ferro. Na época do rompimento, a empresa informou que a barragem estava inativa e em processo de descaracterização.

Com informações da Agência Brasil