
Moradores do Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, relataram momentos de pânico e desespero após um deslizamento de terra atingir um conjunto de casas na noite desta segunda-feira (23). O eletricista Jorge Rocha, que mora a poucos metros do local atingido, descreveu a cena como aterradora.
Deslizamento e perdas humanas
“Era um desespero. Um monte de gente correndo. Falaram que era para todo mundo sair de casa. Eu vim para fora e aí vi o desastre”, contou Jorge, que presenciou vizinhos sendo resgatados dos escombros.
A enfermeira Débora Pena também descreveu o susto ao ver a terra e pedras descerem o morro. “Eu moro aqui desde que era criança. Nunca tinha visto nada como isso. Na hora, começou a descer muita terra e pedra. E eu saí correndo e fui chamar socorro”, relatou, emocionada.
Balanço das chuvas e esforços de resgate
As fortes chuvas que assolaram a Zona da Mata mineira entre a noite de segunda (23) e a madrugada de terça-feira (24) deixaram um rastro de destruição, com pelo menos 28 mortes confirmadas em Juiz de Fora e Ubá. Além dos óbitos, houve transbordamento do Rio Paraibuna, inundações, soterramentos e áreas isoladas.
A Defesa Civil estima que 440 pessoas ficaram desabrigadas e já receberam acolhimento provisório. O governo federal reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora, o que agiliza o envio de recursos e assistência.
Previsão e trabalho contínuo
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas para os próximos dias, indicando volumes elevados de precipitação e risco de novos alagamentos.
O Corpo de Bombeiros segue com os trabalhos de resgate de forma ininterrupta nos locais mais afetados. O efetivo foi ampliado e conta com cães farejadores para as buscas pelos desaparecidos. A área permanece isolada devido ao risco de novos deslizamentos.
Com informações da Agência Brasil






