
Meta sob pressão na CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes cibernéticos questionou representantes da Meta, dona do Facebook e Instagram, sobre os lucros da empresa com atividades ilícitas na internet. A diretora de política econômica para América Latina, Yara Alves, foi a porta-voz da companhia.
Lucros com golpes e falta de respostas
Um dos pontos centrais da audiência foi a alegação de que documentos internos da Meta orientariam gestores a evitar regulamentações que visam combater anúncios de golpes. Yara Alves negou a existência de tais documentos, afirmando que a empresa busca proteger seus usuários. No entanto, ela não soube responder com precisão a questões sobre a capacidade da Meta de detectar e impedir a divulgação de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes, citando estudos que apontam o Facebook como plataforma utilizada por traficantes sexuais.
Exploração sexual infantil em debate
O relator da CPI, Alessandro Vieira, apresentou dados de um relatório da ONG Human Trafficking Institute que indicam o uso expressivo do Facebook no aliciamento e recrutamento de crianças. A diretora da Meta declarou que o combate à exploração sexual é uma prioridade e que a empresa adota medidas de controle parental. Contudo, a falta de respostas detalhadas sobre a detecção de pornografia infantil levou o relator a solicitar a convocação do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.
Temas complexos e pedido de nova convocação
Além da exploração sexual, a diretora da Meta também não conseguiu esclarecer dúvidas sobre limites da criptografia e o uso de algoritmos para favorecer conteúdos políticos. Diante da falta de domínio sobre os assuntos, o relator reiterou o pedido para que o diretor-geral da empresa seja convocado novamente.
Com informações da Agência Brasil





