terça-feira, 3 de março de 2026
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Flávio Bolsonaro sela acordo de paz com Malafaia e Nikolas; Michelle segue ignorando enteado

Brasil – Vestindo um cenográfico colete à prova de balas por baixo da camisa da seleção brasileira, Flávio Bolsonaro (PL) iniciou seu discurso no ato na avenida Paulista no último domingo (1º) tentando contornar as principais rusgas no entorno de sua pré-candidatura com elogios a Nikolas Ferreira (PL-MG) e Silas Malafaia – além de acenar ao submisso e ausente Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

No entanto, o filho “01” ungido presidenciável por Jair Bolsonaro (PL) da cela na Papudinha ainda encontra resistência com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), que segue ignorando sua pré-candidatura.

Antes do evento, a ex-primeira-dama publicou um story em seu perfil no Instagram – a trincheira virtual onde vem disparando contra os enteados – com print de notícia que diz que “Bolsonaro defende Michelle e condena ‘ataques da direita’”.

“Há um tempo para todas as coisas. As desinformações, maldades e injúrias eu entrego nas mãos de Deus. Sigo com minha prioridade”, comentou Michelle, que diz priorizar os cuidados com o marido, enquanto articula nos estados e em torno da própria candidatura ao Senado no Distrito Federal.

Mais tarde, em publicação sobre o ato, Michelle ignorou totalmente o enteado, publicando uma foto em que um garoto segura um cartaz onde se lê: “maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”, em nova alfinetada.

Michelle ainda escreveu um salmo bíblico que diz que “o Senhor faz justiça e defende a causa dos oprimidos”, sendo cobrada a apoiar Flávio pelos seguidores.

Afagos a Malafaia e Nikolas

Antes do ato, Flávio selou um acordo de paz durante conversa com Malafaia em um hotel próximo à Paulista. O guru, que preferia Tarcísio de Freitas como cabeça de chapa do bolsonarismo, teria recuado e declarado que vai apoiar Flávio após os ataques nas redes.

Para mostrar a união, o senador se dirigiu à Paulista acompanhado do pastor e de Nikolas Ferreira, com quem também se acertou durante ato com parlamentares aliados na semana passada.

Flávio abriu seu pífio discurso, de pouco mais de 16 minutos, com elogios aos dois e ao governador paulista, para tentar mostrar “união” em torno de sua pré-candidatura.

“Essa caminhada que essa jovem liderança, meu amigo Nikolas Ferreira, iniciou pelo Brasil e que acendeu ou que reacendeu, Nikolas, a vontade de lutar pelo nosso Brasil. A vontade de enfrentar a dor, o sofrimento, cada dor muscular que você, Nikolas, e as pessoas que o acompanharam, sentiram, demônio que se sentiu incomodado com Deus caminhando com os brasileiros de Minas Gerais até Brasília. Isso tudo nos dá muito orgulho e muito mais força para continuar lutando pelo nosso país. Nikolas, muito obrigado por existir. Muito obrigado por estar com a gente lutando por esse país, ombro a ombro”, iniciou Flávio.

Após agradecer Tarcísio, o prefeito paulista Ricardo Nunes – “que também vestiram a camisa do Brasil” -, e os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), presentes no ato, Flávio rasgou elogios a um constrangido “amigo Silas Malafaia”.

“Eu queria chamar aqui agora rapidamente meu amigo pastor Silas Malafaia. Porque muitas vezes as coisas não acontecem do jeito que a gente espera”, disse, sinalizando as rusgas com o guru.

“Mas eu acredito que o que está acontecendo no Brasil, pastor, é projeto de Deus, e eu quero mais uma vez pedir a sua ajuda, os seus conselhos. Você é um professor para todos nós, a sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil, pastor”, disse Flávio, com Malafaia saindo rapidamente de seu lado.