quarta-feira, 18 de março de 2026
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Alta nos combustíveis provoca disputa política no Amazonas e críticas às distribuidoras

A alta nos preços dos combustíveis voltou a provocar debates no Amazonas e em todo o país, com críticas à especulação por distribuidoras e questionamentos sobre os impactos da privatização da refinaria local, a Ream (Refinaria da Amazônia), antiga Reman.

Em Manaus, o litro da gasolina passou de R$ 6,99 para R$ 7,29 entre os dias 7 e 8 de março, levando o Procon-AM a intensificar fiscalizações para identificar reajustes abusivos.

Em entrevista nesta terça-feira (17), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou como “sacanagem” a alta nos postos, afirmando que os aumentos não refletem os custos nas refinarias. Segundo ele, o governo federal adotou medidas como a suspensão do PIS/Cofins para frear a alta, mas os preços continuam subindo devido à especulação de distribuidores.

“Vamos intensificar a fiscalização com a Polícia Federal e os Procons. Não podemos permitir que a ganância das distribuidoras prejudique o consumidor”, afirmou Boulos. O presidente Lula também destacou fatores internacionais, como conflitos no Oriente Médio, que pressionam os preços do petróleo.

No Amazonas, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) atribui a alta ao cenário internacional e defende redução de impostos como solução, apontando que a carga tributária sobre combustíveis chega a 30% a 35% no estado, elevando custos para transporte e alimentos.

Em contrapartida, o presidente do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, relaciona a alta à privatização da refinaria da Amazônia pelo Grupo Atem em 2022. Ribeiro acusa a venda de criar monopólio privado e reforça a necessidade de maior fiscalização e retomada do refino pela Petrobras no estado.

O tema segue no centro do debate político, entre medidas governamentais, disputas de narrativa e impactos diretos no bolso dos consumidores amazonenses.