domingo, 29 de março de 2026
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Irã faz ameaça brutal aos EUA e diz que soldados serão “comida de tubarão” em caso de invasão

O porta-voz das Forças Armadas do IrãEbrahim Zolfaqari, fez duras ameaças neste domingo ao afirmar que o país está “esperando” uma possível operação militar terrestre dos Estados Unidos. Segundo ele, soldados americanos poderiam se tornar “alimento para os tubarões do Golfo Pérsico”.

A declaração foi transmitida pela televisão estatal iraniana IRIB. No discurso, Zolfaqari reagiu a declarações do presidente Donald Trump sobre uma possível intervenção terrestre no território iraniano.

“Estamos contando os minutos para aniquilar seu exército”, afirmou o porta-voz, ao dizer que os militares iranianos aguardam uma ofensiva para responder com força.

As ameaças se somam às declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, que acusou Washington de usar negociações como “cortina de fumaça” para encobrir preparativos de uma invasão. Segundo ele, o plano de paz enviado pelos EUA ao Irã seria apenas uma tentativa de impor condições ao país.

“Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, nossa resposta é clara: não aceitaremos humilhação”, declarou Qalibaf.

O aumento das tensões ocorre em meio à escalada do conflito na região. Cerca de 2.500 militares americanos foram enviados recentemente ao Oriente Médio, enquanto rebeldes hutíes apoiados por Teerã anunciaram entrada formal na guerra. Já Israel informou novos ataques contra alvos em território iraniano, incluindo instalações estratégicas.

Em outra ameaça inédita, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá considerar universidades israelenses e instituições americanas na região como “alvos legítimos”, caso Washington não condene ataques contra centros acadêmicos iranianos.

O conflito também já provoca impactos globais. O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz tem gerado instabilidade nos mercados internacionais, com riscos para o fornecimento de petróleo e gás. Especialistas alertam que danos à infraestrutura energética podem afetar a economia mundial por meses ou até anos.

Diante do cenário, representantes de Arábia SauditaTurquia e Egito se reuniram neste domingo em Islamabad, no Paquistão, em busca de uma saída diplomática para a crise. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, também manteve conversas com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para discutir a escalada do conflito.