
A Polícia Civil investiga se a jovem suspeita de envenenar o namorado com açaí em Ribeirão Preto (SP) teria agido para tentar se apropriar de cerca de R$ 20 mil em dinheiro vivo pertencente à vítima. O caso ocorreu em fevereiro e segue em apuração.
Segundo o Ministério Público, o valor estava com Adenilson Ferreira Parente após a negociação de um carro. A principal linha de investigação aponta que a suspeita pode ter usado veneno para reduzir a capacidade de reação do namorado e facilitar o acesso ao dinheiro.
Ela chegou a ser indiciada por tentativa de homicídio após laudos confirmarem a presença de “chumbinho” no alimento. O Ministério Público, no entanto, solicitou novas diligências, e a Polícia Civil realiza novos depoimentos nesta terça-feira (7), incluindo testemunhas e familiares.
A vítima foi internada em estado grave na UTI, mas sobreviveu e já se recuperou.
Entre os pontos apurados, está a forma como o veneno teria sido inserido no açaí. Investigadores avaliam a possibilidade de manipulação fora do estabelecimento, já que o lacre do recipiente poderia ser removido e recolocado.
Depoimentos também apresentam contradições sobre a adição de leite condensado no produto. Funcionários da loja afirmam que todos os ingredientes foram misturados no preparo, o que enfraquece a hipótese de adulteração no local.
A polícia também analisa o comportamento da suspeita após o namorado passar mal. Segundo a vítima, ela teria sugerido que ele buscasse atendimento médico para uma lavagem estomacal, o que levanta suspeita de possível conhecimento prévio do envenenamento.
Outro ponto investigado é a formatação do celular da jovem, que teria sido resetado um dia após ela saber da investigação, apagando possíveis dados relevantes.
Imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita mexendo no copo de açaí dentro de um carro antes de entregá-lo ao namorado, além do descarte de um objeto na rua logo depois.
A polícia descarta que o envenenamento tenha ocorrido no estabelecimento e concentra a investigação nas ações posteriores à retirada do pedido. O caso segue em apuração e a motivação ainda não foi esclarecida.






