quinta-feira, 23 de abril de 2026
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Vigilância de Bolsonaro enfrenta ataques de cães e falta de estrutura para policiais

Policiais da Polícia Militar do Distrito Federal foram mordidos por cães que vivem na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a vigilância da prisão domiciliar dele, em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília. Os ataques teriam ocorrido enquanto os agentes monitoravam o imóvel onde o político cumpre determinação judicial.

Segundo o portal Metrópoles, dois cães sem raça definida — conhecidos como “vira-latas caramelo” — circulam soltos pela residência e já teriam atacado policiais em ao menos duas ocasiões. Os animais não ficam presos.

A equipe da PM atua apenas na parte externa da casa, dividida entre a frente e os fundos do imóvel, onde também há agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção de ex-presidentes.

Relatos apontam que a presença constante dos cães dificulta a movimentação dos policiais e exige atenção redobrada durante todo o turno.

Além disso, a operação enfrenta limitações de estrutura. Os agentes não têm acesso ao interior da residência e contam com apenas um banheiro na área dos fundos. Sem abrigo adequado, muitos permanecem na garagem ou ao ar livre, expostos ao clima e sem espaço apropriado para descanso.

— Não tem estrutura. A gente fica basicamente na rua ou na garagem. É uma situação bem complicada — afirmou uma fonte.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após alta hospitalar. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por 90 dias e inclui restrições como proibição do uso de celular e de visitas, sob justificativa de evitar risco de infecções.